Diagramação Editorial e UI: o que produtos impressos e digitais têm em comum?
- Samantha Alves
- há 2 horas
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Samantha Alves, Diretora de Criação e Operações da Sagarana Digital

Quando um material editorial chega à agência, a equipe de criação e produção já sabe por onde começar: manual de marca, paleta de cores, tipografia, hierarquia da informação, grid, margens, ritmo visual, gráficos, imagens e chamadas de ação. E nada disso é aleatório.
A criação de um Projeto Editorial envolve uma sistematização consistente do início ao fim. Cada decisão visual tem um objetivo claro: organizar a informação, conduzir o olhar e capturar a atenção do leitor, principalmente em materiais mais longos e complexos. Do título até o CTA (chamada para ação), tudo faz parte de uma narrativa visual pensada para comunicar com clareza, eficiência e intenção estratégica.
Mas quando entramos no universo dos produtos digitais, surgem novas perguntas: até que ponto a diagramação editorial se relaciona com UI (Interface do Usuário)? O que muda nesse cenário e o que permanece no digital?
Calma, que a gente explica.
Da diagramação editorial ao UX/UI: uma transição natural
Antes de seguir com esse artigo, é importante contextualizar de onde vem esse olhar. Minha trajetória profissional começou em uma agência de comunicação, mas logo mudei para uma editora e comecei a atuar em diagramação editorial. Foram 12 anos trabalhando com produção de revistas de todos os segmentos, lidando diariamente com uma infinidade de temas.
Quando migrei para o universo digital e comecei a atuar com UX/UI, algo ficou claro rapidamente: muita coisa já estava ali. Os princípios que orientam um bom projeto editorial são os mesmos que sustentam experiências digitais eficientes.
Aqui vale fazer uma distinção importante. UI (User Interface) diz respeito à interface, os elementos visuais com os quais o usuário interage, como cores, tipografia, botões e layout. Já UX (User Experience) está relacionada à experiência como um todo: como o usuário navega, entende, sente e resolve suas necessidades ao usar um produto digital. Enquanto a UI cuida da forma, o UX cuida da lógica, do fluxo e da usabilidade.
O aprendizado em UX/UI não partiu do zero. Ele foi construído sobre uma base sólida de pensamento editorial, que facilitou entender como estruturar interfaces, guiar usuários e transformar informação complexa em experiências mais intuitivas, funcionais e acessíveis.
Do Quark ao InDesign: muito além do design bonito
Voltando à editoração: quando iniciei na carreira, “tudo era mato”. O Quark era o suprassumo do que existia naquele momento em editoração, até que, pouco depois, surgiu um novo programa que ganhou o coração dos diagramadores, o InDesign, trazendo uma interface mais intuitiva, fluida e amigável.
A diagramação de livros, revistas e materiais editoriais vai muito além da estética. Ela exige coerência, estrutura, um fluxo lógico de leitura e atenção constante à experiência de quem consome o conteúdo.
Antes do material chegar “bonito” ao leitor final, existe um trabalho minucioso de bastidor, que passa questões como alinhamentos precisos, escolha de tipografias adequadas para leitura impressa, grids bem definidos, hierarquia clara da informação, acessibilidade visual, respiros e ritmo de leitura.
Cada detalhe conta: da paginação ao título chamativo, da composição dos textos à inserção de imagens, ícones e gráficos. Aos poucos, o material ganha vida, personalidade e propósito, cumprindo exatamente o objetivo para o qual foi criado.
E aí, chegamos na era do digital, dos produtos interativos e das Inteligências Artificiais (IAs)...
Corta para os produtos digitais
Hoje, uma das frentes da Sagarana Digital é UX/UI. E quando abrimos o Figma, apesar das proporções diferentes e da lógica interativa, algo chama atenção rapidamente: as perguntas são muito parecidas com as do editorial.
O grid continua sendo essencial? A hierarquia visual ainda manda? Margens e respiros seguem organizando o olhar? Consistência visual continua sendo regra, não exceção? A resposta é sim. A diferença é que, no digital, a experiência precisa ser rápida, intuitiva e funcional. A interface pode parecer mais limpa que um layout editorial complexo, mas a complexidade está na interação: fluxos de navegação, acessibilidade, testes de usabilidade e empatia com quem está do outro lado da tela.
Os conceitos editoriais ganham uma nova camada: a hierarquia passa a orientar decisões rápidas, a dinâmica de leitura vira escaneabilidade, e a experiência visual se transforma em experiência do usuário.
Então, a editoração não ficou para trás, ela evoluiu e hoje é uma ferramenta estratégica para captar usuários, guiar decisões e potencializar resultados.
Onde a diagramação editorial e o UI se encontram?
Na diagramação editorial, o foco está em leituras longas e na construção de uma narrativa visual contínua, com começo, meio e fim bem definidos.
No UI, o foco está na experiência, na agilidade e na facilidade de uso. O usuário decide rápido: fica ou sai, clica ou ignora.
Mas o ponto de encontro é claro: ambos conduzem o olhar, organizam a informação e criam sentido.
Um bom profissional de UI herda da editoração o cuidado com a narrativa visual, com o ritmo, com a hierarquia e com a clareza. Quando isso acontece, o design deixa de ser superficial e passa a comunicar, orientar e converter.
Diagramação editorial aplicada ao UI: uma solução estratégica para negócios
Para marcas e organizações que buscam produtos digitais eficientes, intuitivos e orientados a resultados, unir pensamento editorial e UX/UI é uma decisão estratégica.
Esse olhar híbrido permite criar interfaces que:
organizam grandes volumes de informação;
facilitam a tomada de decisão do usuário;
melhoram a usabilidade e a retenção;
fortalecem a comunicação da marca;
transformam experiência visual em resultado.
Não é apenas replicar o impresso no digital, mas aplicar princípios consolidados de diagramação editorial para estruturar produtos digitais mais claros, intuitivos e funcionais.
Editorial e digital não competem, eles se complementam
No fim, produtos editoriais e produtos digitais falam a mesma língua, apenas em meios diferentes. A diferença está no tempo de leitura, na interação e na resposta do usuário, mas a base continua sendo estrutura, intenção e estratégia.
É exatamente nessa interseção que a Sagarana Digital atua: unindo pensamento editorial, design estratégico e experiência do usuário para criar produtos que não apenas parecem bons, mas funcionam, comunicam e geram impacto.
Na Sagarana, desenvolvemos produtos digitais, como sites, plataformas e aplicativos, e integramos soluções de UX/UI, automação e performance para maximizar a presença e o impacto das marcas. Oferecemos produtos como:
Transformação Digital para Empresas Analógicas
Criação e Desenvolvimento de Sites
Desenvolvimento de Chatbots & Assistentes Virtuais
Aplicativos e Plataformas Digitais
UX e UI para Comunicação Digital
Soluções de Automação para Marketing e Comunicação
SEO & Performance Digital
Gestão de Infraestrutura Digital
Gestão e Ideação de Produto Digital
Produção de podcasts com Inteligência Artificial
Vamos marcar um bate-papo para te contar mais sobre essas áreas de atuação da Sagarana, que tal?

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