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Além da COP30: como transformar compromissos globais em prática nas empresas brasileiras?

  • Foto do escritor: Tamiris Tinti Volcean
    Tamiris Tinti Volcean
  • 6 de jan.
  • 3 min de leitura

Tamiris Volcean, Diretora de Comunicação e Estratégia da Sagarana Digital


Imagem de um rio amazônico cercado por vegetação com a luz do sol iluminando

A cada edição da COP, o debate climático retorna ao centro da agenda pública com força renovada. Compromissos internacionais, novas metas, declarações multilaterais e anúncios de financiamento dominam o noticiário por semanas. Ainda assim, quando o evento termina, uma dúvida persiste no ambiente corporativo: o que, concretamente, muda para as empresas?


Na prática, muitas organizações reconhecem a relevância do tema, mas encontram dificuldades para transformar compromissos globais em decisões estratégicas, processos internos e comunicação responsável. É nesse ponto que o discurso ambiental costuma se perder. 


O que a COP realmente sinaliza para as empresas?


As últimas edições da COP indicam uma mudança importante no tom do debate internacional. O foco deixou de ser exclusivamente promessas futuras e passou a incluir temas como adaptação climática, biodiversidade, justiça climática, financiamento e responsabilização.


Para as empresas, isso significa um cenário mais exigente:


  • maior pressão por coerência entre discurso e prática;

  • necessidade de dados, métricas e rastreabilidade;

  • redução da tolerância a narrativas genéricas de sustentabilidade;

  • expectativa de alinhamento entre setor privado, políticas públicas e território.


Os compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito internacional criam um ambiente regulatório, reputacional e estratégico que impacta diretamente o setor produtivo, mesmo quando isso não é imediatamente perceptível no dia a dia das organizações.


O erro mais comum no pós-COP: comunicar antes de estruturar


Em momentos de alta visibilidade, é comum que empresas sintam a urgência de se posicionar. O problema surge quando a comunicação antecede a organização interna.


Entre os erros mais recorrentes estão:


  • campanhas ESG sem lastro em dados;

  • excesso de storytelling e escassez de métricas;

  • ações pontuais tratadas como estratégia;

  • desalinhamento entre áreas técnicas, gestão e comunicação.


Esse cenário alimenta dois riscos simultâneos: greenwashing externo e fragilidade interna. Mesmo iniciativas bem-intencionadas podem comprometer a credibilidade da organização quando não há clareza sobre processos, indicadores e prioridades.


ESG pra valer começa antes da narrativa


A experiência prática mostra que ESG consistente não começa na comunicação, mas na estruturação interna. Antes de falar para fora, é preciso organizar o que está dentro. Isso passa, necessariamente, por responder a perguntas fundamentais que orientam decisões, alinham equipes e dão solidez à narrativa que virá depois:


  • Que dados já existem e quais precisam ser produzidos?

  • Quais compromissos fazem sentido para o porte, setor e território da empresa?

  • Que áreas precisam estar alinhadas antes de qualquer divulgação?

  • Como integrar ESG à estratégia de negócio, e não apenas ao marketing?


Onde entra a Sagarana Eco nessa história?


A Sagarana Eco atua justamente nesse ponto de tradução entre compromissos globais, políticas públicas e realidade empresarial. Nosso trabalho parte de leitura técnica, escuta institucional e clareza estratégica.


Atuamos com:

  • diagnósticos ESG e ecológicos, identificando maturidade, riscos e oportunidades;

  • estruturação de narrativas responsáveis, baseadas em dados e coerência institucional;

  • capacitação de equipes, conectando sustentabilidade, comunicação e gestão;

  • desenvolvimento de estratégias e materiais ESG, alinhados a marcos regulatórios, contexto setorial e objetivos reais das organizações.


Nosso trabalho começa, portanto, antes da comunicação, pois ajudamos empresas a organizar suas práticas e decisões, para que o discurso público seja consistente, responsável e alinhado aos resultados de cada organização.


Do compromisso global ao impacto local


Para além disso, um dos aprendizados centrais do debate internacional é que o impacto acontece no território. Metas globais só ganham vida quando encontram organizações preparadas para operar com responsabilidade, método e visão de longo prazo.


Isso vale tanto para empresas que estão iniciando sua jornada ESG quanto para aquelas que já comunicam sustentabilidade, mas percebem a necessidade de amadurecer processos, métricas e discurso.


Por que essa conversa é urgente agora?


A COP gera movimento. Mas a prática acontece depois; nas decisões internas, na escolha de indicadores, no alinhamento entre áreas e na forma como as empresas se posicionam publicamente.


É justamente sobre esse “depois da COP” que a Sagarana Eco propõe uma conversa mais honesta, técnica e aplicável. Sustentabilidade se constrói na prática e exige método, clareza e decisão. Se esse também é o seu desafio, vamos juntos construir agendas ESG que façam sentido para o seu negócio e para o território em que ele atua.



Webinar | 15 de janeiro de 2026


Além da COP30: como converter acordos globais em impacto local?

Caminhos práticos para tirar os compromissos do papel


📍 Formato: Live no LinkedIn


No Webinar, vamos aprofundar:

  • os principais aprendizados da COP para empresas brasileiras;

  • os riscos mais comuns na comunicação ESG;

  • caminhos práticos para estruturar sustentabilidade com responsabilidade;

  • como transformar compromissos e políticas públicas em ações concretas no contexto local.


Se você atua com gestão, comunicação, sustentabilidade ou estratégia, este encontro é um convite para sair do discurso e entrar na prática. Você vem?



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