Uma Saga na Semana de Inovação 2025
- Laura Gallinari
- 24 de out.
- 7 min de leitura
Relato de quem fez parte da semana mais inovadora da América Latina
Laura Gallinari, Redatora da Sagarana Digital

Não é de hoje que a Sagarana Digital realiza trabalhos relacionados à inovação, seja para o ramo da tecnologia ou para o setor público. Mas podemos dizer que a nossa participação na comunicação da Semana de Inovação 2025, da Enap (Escola Nacional de Administração Pública), marcou a trajetória profissional de toda a equipe!
A prestação de serviços para a SI 2025 começou bem antes da Chamada Pública, momento em que as pessoas podem enviar atividades para participar da Semana. Iniciamos nosso trabalho apresentando os eixos temáticos do evento, através de posts no Instagram e LinkedIn.
Posteriormente, a nossa produção avançou para outras frentes, como a criação dos e-mails marketing, participação nas reuniões de alinhamento junto à comunicação da Enap e a estruturação do plano de comunicação, em apoio a outros profissionais da Semana.
Foram várias propostas de pautas, criações textuais e de design, reuniões, conversas no WhatsApp para alinhar horário de postagem e para conhecer os curadores do evento… Não falta história para contar sobre o que fizemos! Mas o nosso foco neste relato não vai ser sobre os preparativos para a SI, mas sim voltado para a experiência durante os três dias de evento.
Brasília, aí vamos nós!
Para atendermos outras demandas da agência, a nossa equipe foi dividida e as duas Lauras (Laura Gallinari da produção e Laura Santos da coordenação de atendimento/produção) foram realizar a cobertura presencial da SI nas redes sociais. Embarcamos no dia 29 de setembro e foram boas horas de viagem para chegarmos à capital. Pousamos cansadas, mas empolgadas para os próximos dias.
Essa foi a nossa primeira vez em Brasília, além de também ser o nosso primeiro encontro presencial. Eu não sabia se estava mais empolgada em conhecer a Laura Santos, que converso todos os dias por mensagem há um ano, ou por estar na capital do Brasil.
O contato com a Laura Santos foi divertido, parecia que a gente trabalhava presencialmente e se via todos os dias. Com Brasília, também foi legal, não estranhei o calor da cidade como me alertaram (só o ar seco, que me causou rinite a partir do segundo dia).

Primeiro dia na Semana de Inovação 2025: foi um tal de corre-corre
O primeiro dia é sempre uma caixinha de surpresas: um espaço novo, pessoas que nós conhecíamos apenas por reuniões on-line e uma grade com mais de 100 atividades no mesmo dia.
É engraçado lembrar que, se nós estávamos um pouco perdidas com todas as novidades, o pessoal que nos conheceu também estava. Afinal, eram duas Lauras da Sagarana, jornalistas e que decidiram usar vestidos semelhantes no primeiro dia de evento.
Mas o primeiro dia não podia ter começado melhor, pelo menos não para nós comunicadoras. Ainda no hotel, encontramos a Changsu Song, uma das principais palestrantes, que participaria da abertura do evento apresentando o conceito de Cidades Esponja na China.
Conversamos com ela, dando dicas sobre o Brasil e recebemos até um convite para visitarmos a China nas férias. Além dela, ainda no hotel, conhecemos outros palestrantes e a Laura Santos até identificou alguns curadores — que ela já tinha conversado anteriormente.
Ao mesmo tempo em que precisávamos pegar os macetes para cobrir a Semana de Inovação, também tínhamos que correr por toda a Enap para registrar as principais atividades da nossa planilha de cobertura. Como eram muitas salas, eu confesso que confundi o nome de algumas áreas até o último dia. Mas pudemos conhecer toda a Enap: desde o nosso refeitório até o cantinho que a produção liberava um cafezinho free para quem estava trabalhando.
No primeiro dia, eu adoraria ter visto a palestra do Marcelo Leite. Não é todo dia que encontramos um jornalista de ciência e ambiente que fala sobre psicodelia. Cheguei nas falas finais dele para cobrir a atividade que estava rolando, mas valeu a pena fazer os registros finais e pegar um take dele autografando os livros que estava vendendo.
Ainda no primeiro dia, tive a oportunidade de ir até o Parque Nacional de Brasília para cobrir uma atividade chamada “Que tal tomar um banho de floresta?”. A iniciativa é da FioCruz, em parceria com o Instituto Brasileiro de Ecopsicologia. Eu fiz questão de me escalar para essa atividade porque: 1) adoro fazer trilha; 2) foi uma forma de conhecer um pouco mais de Brasília.
Uma pena eu não ter conseguido participar da proposta, já que o primeiro passo era desligar os aparelhos eletrônicos e se desconectar do mundo ao redor (e eu estava lá para fazer justamente o contrário, registrar com meu celular o que o pessoal estava fazendo). Tirando as picadas de pernilongos e o calor de baixar qualquer pressão, a experiência foi ótima e espero conseguir participar integralmente do banho de floresta um dia.

Segundo dia na Semana de Inovação 2025: de trabalho à cantoria
Eu comecei o meu segundo dia de trabalho na Semana de Inovação 2025 cobrindo uma das palestras mais legais (que consegui assistir até o final): “Telhados que regeneram: Energia Limpa, Agroecologia e Economia Circular para Cidades Resilientes”, apresentada pelo queridíssimo Demetrius Demetrio, responsável pela ONG Comunidade dos Pequenos Profetas, de Recife/PE.
Nós conhecemos o Demetrius no dia anterior e ele estava preocupado de ninguém ir pra palestra dele. Mas é impossível não se interessar pela temática e se encantar quando você descobre mais a fundo o que a CPP faz!
A ONG atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e tem como destaque o projeto “Telhado Eco Produtivo”, onde os participantes produzem alimentos e cuidam de hortas orgânicas. De acordo com Demetrius, esse é o maior telhado do Nordeste com produção orgânica.
Mais atividades marcaram o segundo dia de SI 2025. Lembro-me de cobrir uma oficina da CAIXA, também referente a hortas e segurança alimentar; entrevistar a Carol Rosignoli, que apresentou um viés de moda e sustentabilidade no evento e me marcou com alguns insights: “sem moda sustentável, não tem moda no futuro” e “inovação para a moda não é sobre tendências, é desenvolver políticas sustentáveis que fazem sentido”.
Eu também cheguei a dar uma passadinha no oficinão que estava rolando nesse dia, “Mapa Vivo de Ecossistema: qual é a sua contribuição para a inovação regenerativa?” com o Caio Vassão. Fiz alguns vídeos, entrevistei o Caio e fiquei na vontade de participar da atividade (mais uma que entra para a lista de “quem sabe na próxima”).
No fim do expediente, eu já estava sonhando com a cama do hotel, mas fui convencida a ficar para o karaokê que rolou à noite. Valeu a pena, porque além de ver a Laura Santos cantar no palco, também pudemos descontrair com as outras pessoas da comunicação, que até então só tínhamos trocado ideias sobre o trabalho.
Terceiro dia na Semana de Inovação 2025: um misto de dever cumprido com quero mais
Sem a Laura Santos correndo para cima e para baixo na Enap, fiquei encarregada de postar o que estava previsto na planilha de cobertura. No fim das contas, deu tudo certo e ainda sobrou tempo para fazer uns takes da cenografia e entrevistar participantes.
No último dia, eu tive contato com a parte de sustentabilidade do evento, que foi um dos grandes destaques desta edição, junto com a política de acessibilidade (mas quem se envolveu mais com essa parte foi a Laura Santos).
Depois, vale a pena dar uma pesquisada nos números referentes à sustentabilidade. Eu fiquei impactada com a pouca quantidade de lixo que foi produzida nos três dias.
Logo após o almoço, recebi a missão de entrevistar um palestrante gringo, o Christian Bason. Deu um frio na barriga, mas consegui a fala que eu precisava e corri para cobrir mais uma ou duas atividades ao mesmo tempo.
Aliás, passei por uma oficina sobre o uso de memes na comunicação da gestão pública e adorei ver a sala lotada. Usar humor na comunicação institucional é inovar (e isso a Sagarana já está fazendo).
O oficinião “Simulação para a COP30” foi bem interessante, principalmente pelas mulheres que estavam conduzindo e participando da atividade (a jornalista Flávia Bellaguarda, a líder e ativista indígena Braulina Baniwa e até a Kamila Camilo, que apareceu no fim para fomentar mais ideias com o pessoal).
O final do último dia foi emocionante: não só pela alegria contagiante do Carnaval fora de época do grupo de foliões Aves Migratórias, mas também pela leitura do manifesto e divulgação do tema da próxima Semana de Inovação, de 2026: O futuro é coletivo - Colaborar para imaginar e realizar futuros sustentáveis e inclusivos!
A sensação de “missão entregue” era satisfatória, mas infelizmente eu não tinha muito pique para aproveitar o samba que rolou depois. Fiz os últimos registros no Instagram e fui para o hotel, me preparar para viajar o dia seguinte inteiro.

Ano que vem queremos estar de novo na Semana de Inovação, seja para trabalhar ou participar
Bem que a Samantha, da nossa equipe, comentou “meninas, acho que vocês nem vão ter tempo para conhecer a cidade”. É verdade, só conhecemos o trecho que percorremos de van da Enap para o hotel e vice-versa.
Mas deu para ver alguns pontos turísticos de longe e ficar na vontade de voltar para Brasília mais vezes, especialmente se for para estar presente de novo na Semana de Inovação!
Na comunicação da SI, nós sempre falávamos que o evento era um espaço para networking e transformações. Eu concordo, é muito nítido que essas ações acontecem em todos os espaços, pois eu sempre via vários grupos de pessoas conversando e trocando contatos.
Mas, para mim, por ser a minha primeira vez lá e por estar dando os primeiros passos nessa área de inovação pública, foram dias para abrir a minha mente e lembrar que a realidade vai muito além dos meus limites pessoais e da minha própria vida.
Me despedi do evento com a sensação de que estive no melhor lugar que poderia estar nos últimos dias. Um espaço acolhedor, com diversidade e inclusão de ideias, onde você pode ser quem você quiser e trazer as ideias mais criativas que tiver, porque de alguma forma elas podem fomentar a inovação.









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